Família a cabo · Touch-trigger por contato direto
Reparo de Apalpadores a Cabo
TP2, TP6, TP20, MP700, LP2, MP11 e a linha TESASTAR. Sem transmissão sem fio, sem bateria e sem configuração óptica: aqui tudo se decide no módulo cinemático, na força de deflexão e na integridade do cabo. É a família da sala de metrologia, onde o erro não para a máquina, e sim aprova peça ruim.
- 25 pontosEnsaio de repetibilidade
- 2σDesvio padrão avaliado
- 90 diasGarantia do serviço
- Sem custoAnálise técnica no reparo aprovado
O apalpador a cabo é o mais simples dos três e, por isso mesmo, o mais impiedoso: não existe bateria para culpar, nem sinal sem fio para perder, nem sequência de configuração para reconfigurar. Se o número não repete, é mecânica ou é cabo. E como ele costuma estar numa máquina de medir por coordenadas, o defeito não interrompe a produção: ele libera peça fora de tolerância até alguém reclamar do lote.
- TP2
- TP6
- TP20 corpo
- TP20 módulo
- MP700
- LP2
- MP11
- TESASTAR-p
- TESASTAR-mp
O que aparece nesta família
Sem bateria e sem rádio, a lista de causas é curta, e isso é uma boa notícia para o diagnóstico.
A medida não repete
O defeito número um da família. Os assentos de contato do módulo cinemático se desgastam com o uso e com a colisão, e o apalpador deixa de voltar exatamente ao mesmo ponto depois do toque. É silencioso: a máquina continua medindo, só que errado.
Falso toque ou toque perdido
O comando registra um toque que não houve, ou não registra o que houve. Costuma ser força de deflexão fora da faixa, contato sujo ou oxidado no módulo, ou mola de trigger fadigada. Medimos a força em newtons e comparamos com a especificação do modelo.
O módulo não trava direito
No TP20 o módulo se destaca do corpo de propósito, para troca rápida e para proteger o conjunto na colisão. Quando o acoplamento magnético ou os contatos perdem definição, o módulo assenta em posição ligeiramente diferente a cada troca, e a calibração some.
Cabo ou conector rompido
Cabo de apalpador trabalha em movimento constante e falha por fadiga, quase sempre perto do conector. O sintoma engana: sinal intermitente que aparece e some conforme a posição do eixo, fácil de confundir com defeito de interface.
Sofreu colisão
Haste entortada, esfera de rubi lascada, rosca espanada, carcaça amassada. A parte visível é a fácil; o que exige bancada é confirmar se o impacto mexeu no módulo ou na eletrônica interna, porque isso não se vê por fora.
Entrou fluido na máquina-ferramenta
O LP2 e o MP11 trabalham em operatriz e enfrentam refrigerante. Vedações e o-rings ressecados deixam passar fluido. Trocamos e reensaiamos a estanqueidade depois de remontar, não antes.
Análise gratuita, e você decide depois
A análise técnica é gratuita: você não paga nada para descobrir o que o equipamento tem. Se aprovar o reparo, a análise está inclusa. Se não aprovar, cobramos a taxa de análise e devolvemos o equipamento com o laudo em mãos. A taxa de análise é informada junto com o orçamento.
O orçamento é feito assim que o equipamento chega. Depois da sua aprovação por pedido de compra, o reparo leva em média de 3 dias úteis, podendo chegar a 7 conforme a demanda. O envio é contratado por você, e o serviço sai com 90 dias de garantia da data de saída. O passo a passo está em como enviar seu apalpador.
Tudo gira em torno do módulo cinemático

Por que a repetibilidade cai
Um apalpador touch-trigger funciona como um assento de três pontos: a haste repousa sobre contatos que fecham um circuito, e o toque abre esse circuito. A precisão inteira do equipamento depende de a haste voltar sempre ao mesmo lugar. Com o tempo e com a colisão, os assentos marcam, a mola perde força e o retorno deixa de ser exato.
- Módulo cinemático: quando os assentos estão marcados e o número não repete.
- Mola de trigger: devolve a força de deflexão à especificação do modelo.
- Haste e esfera de rubi: a geometria de contato que encosta na peça.
- Cabo e conexão: o ponto de fadiga mais comum da família.
- Vedações e o-rings: nos modelos que trabalham em máquina-ferramenta.
Peças novas de reposição, ensaiadas antes da montagem. Quando o componente não existe mais no mercado, a Enterfix fabrica o equivalente, e o laudo lista item por item o que entrou.
Corpo e módulo são dois reparos diferentes
No TP20 e no TESASTAR-mp o conjunto é separável: o corpo fica na máquina e o módulo é a parte trocável, que carrega a haste e o mecanismo de toque. São duas peças com vidas diferentes e preços diferentes, e quase sempre só uma delas precisa de reparo.
Por isso o primeiro passo da bancada nesses modelos é separar as duas e ensaiar cada uma. Não faz sentido cobrar reparo de conjunto quando o corpo está perfeito e o problema é o módulo, ou o contrário.
Mande as duas partes quando puder. Corpo sem módulo não se ensaia por inteiro, e módulo sem corpo também não.
Onde esta família não tem o problema das outras
- Não tem bateria, então não existe consumo alto nem falha por alimentação.
- Não tem transmissão sem fio, então não existe pareamento perdido nem interferência.
- Não tem sequência de configuração por piscadas, então não volta desconfigurado do reparo.
- Em compensação, tudo o que sobra é mecânico e metrológico, e é medido, não estimado.
O que o laudo do apalpador a cabo traz
Nesta família o laudo é quase todo metrológico, porque é isso que está em jogo.
Repetibilidade
No mínimo 25 pontos em ±X, ±Y e +Z, com desvio padrão avaliado em 2σ. É o número que prova que o apalpador voltou a medir igual.
Força de trigger
Medida em newtons e comparada à especificação do fabricante para aquele modelo. Força fora da faixa muda o resultado da medição sem dar nenhum alarme.
Comunicação por cabo
Ensaio na interface real, com movimentação do cabo para revelar a falha intermitente que só aparece em certas posições.
Checklist e peças
Grade de aspectos visuais e funcionais, item a item, mais a relação do que foi substituído e a liberação assinada por engenheiro.
Para os modelos que trabalham em máquina-ferramenta, entra também o ensaio de estanqueidade depois da remontagem.
Modelos a cabo atendidos
| Fabricante | Modelos | Onde costuma estar |
|---|---|---|
| Renishaw, medição por coordenadas | TP2, TP6, TP20 corpo e módulo, MP700 de varredura | Máquina de medir por coordenadas, sala de metrologia |
| Renishaw, máquina-ferramenta | LP2, MP11 | Centro de usinagem e torno, medição em processo |
| Tesa / Hexagon | TESASTAR-p de segunda geração, TESASTAR-mp corpo e módulo | Máquina de medir por coordenadas |
Não encontrou o seu? Pergunte. Apalpador touch-trigger de outras marcas costuma compartilhar a mesma arquitetura de assento de três pontos, e a bancada é a mesma.
Perguntas de quem tem apalpador a cabo
Preciso mandar o corpo e o módulo do TP20, ou só um deles?
Mande os dois quando for possível. Corpo e módulo são peças separadas com vidas diferentes, e o ensaio completo precisa do conjunto montado: repetibilidade e força de trigger se medem com o módulo no corpo. Se só um estiver com problema, o orçamento cobra só aquele, mas para saber qual é, precisamos dos dois na bancada.
A minha CMM está medindo diferente. É o apalpador?
Pode ser, e o ensaio de repetibilidade responde isso objetivamente. Mas vale dizer: variação de medida numa máquina de medir tem outras causas possíveis: haste solta, esfera lascada, temperatura da sala, sujeira na peça, calibração vencida. O ensaio na nossa bancada isola o apalpador do resto do sistema e diz se ele está dentro ou fora.
Vale mais a pena trocar o módulo ou reparar?
Depende do que a análise encontrar, e essa conta a gente faz junto. Módulo com assento marcado e mola fadigada costuma compensar reparar; módulo com dano estrutural de colisão, não. O orçamento traz as duas informações para você decidir, e se não compensar dizemos isso claramente em vez de empurrar um reparo que volta logo.
O sinal some e volta conforme a máquina se move. O que é?
Esse é o sintoma clássico de cabo em fadiga, quase sempre perto do conector, onde ele mais flexiona. É fácil confundir com defeito de interface ou de placa da máquina, e por isso é comum trocar o componente errado. Na bancada movimentamos o cabo durante o ensaio de comunicação justamente para provocar a falha e localizá-la.
Depois do reparo preciso recalibrar na minha máquina?
Sim, sempre. Qualquer intervenção no apalpador, inclusive troca de módulo ou de haste, exige nova calibração na sua máquina antes de medir. Nosso laudo comprova que o apalpador saiu daqui dentro dos ensaios, mas a calibração acontece no seu equipamento, com a sua esfera padrão.
Abrir ordem de serviço
Informe o modelo, se é corpo, módulo ou o conjunto, e o que está acontecendo. A nossa equipe técnica abre a ordem de serviço e devolve o número dela.
Mande o modelo e o sintoma do seu apalpador a cabo
Abrimos a ordem de serviço, você envia, e o orçamento sai com o defeito já identificado em bancada. Aprovando o reparo, a análise técnica não é cobrada.
Enterfix · metrologia dimensional: medição, inspeção e engenharia reversa